Ex-aluna de enfermagem da Faculdade Adventista da Bahia lança livro de poesias

Por Ana Clara Silveira

 

“O afeto e o carinho no cuidado através das palavras”, comemora. 

A enfermeira Roziele de Oliveira lançou o livro “Poesia no hospital” em homenagem aos pacientes que cuidou em sua jornada na área da saúde. Ela atua na Santa Casa de São Carlos e conta que recebeu apoio de amigos e família para custear a publicação da obra pela Cartola Editora.

Formada na Fadba em 2015, Roziele relata como a instituição contribuiu para o desenvolvimento do seu interesse pela escrita de poesias e cordéis. “A Fadba fez toda diferença na minha vida”, celebra.

Jornada com a escrita

Segundo a enfermeira, seu apreço pela poesia começou muito cedo. Tanto no ensino médio, como na faculdade escreveu poesias e esteve envolvida em saraus. Além disso, utilizava essa escrita “como forma de educação e saúde”.

Para ela, a graduação na Fadba foi um grande diferencial. “Tive professores muito dedicados e humanos”, explica a enfermeira e acrescenta que “desde o início das práticas assistenciais na clínica-escola, o ensino estava pautado no compromisso e no empenho com a humanização e o cuidado de qualidade dos pacientes”.

Durante a graduação, a enfermeira foi estimulada a realizar “abordagens através da escrita com temas como: saúde do idoso, atenção básica, oncologia, e outras disciplinas ao longo do curso”.

O estímulo também veio por outros meios. Além dos professores de enfermagem, Roziele agradece as oportunidades que teve de outros cursos da faculdade. “Tive um campo muito fértil para desenvolver a minha criatividade e a minha escrita”, enfatiza.

Diversos momentos foram classificados como marcantes pela autora das poesias. Um deles foi a apresentação de um cordel que relembrou a história da instituição e o outro, a escolha do tema do TCC – O uso e a escrita da literatura de cordel nos contextos de educação em saúde. Sobre a Fadba, ela conclui: “ensino de qualidade e excelência”.

Vidas transformadas

As poesias escritas por Roziele foram uma fonte de esperança onde ela trabalha. “Conheci um paciente e ele me deu espaço para ler literatura de cordel, depois dele, eu comecei a escrever poesia no hospital”, esclarece.

Ela relata que o paciente ficava feliz com as leituras e isso contribuía para que ele lidasse com a dor. “Era muito bonito ver o impacto positivo que os momentos em que eu lia para ele tinha”, confessa.

A partir dessa experiência, ela teve mais estímulo para escrever. Para continuar essa corrente do bem, ela “sempre guardava essas poesias em um caderno e entregava a cópia para o paciente escrita à mão e pintada com giz de cera”.

Roziele considera que essa vitória é uma realização pessoal e também uma alegria para seus professores, preceptores, pacientes e familiares. Ela acredita que “é um momento de troca mútua” e finaliza: “eu toco o coração do paciente, mas ele também toca o meu coração”. O livro está disponível para venda no site da Cartola Editora e em formato físico e versão Kindle no Amazon.

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